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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Críticas pessoais- John Rambo

Melhor: a banda sonora, a realização simplicista e eficaz, o flashback, o grafismo, o final

Pior: o argumento

 

Comentário

Passaram vinte anos desde que Rambo salvou o seu amigo e Coronel das terríveis garras soviéticas. Agora Rambo retirou-se para a Tailândia do Norte, onde passa a sua vida só, percorrendo montanhas e selvas a apanhar serpentes para vendê-las para actos de entretenimento. Mas quando ele pensava que nunca mais se iria envolver em confrontos, um grupo de missionários dos Direitos Humanos aparece à procura de um guia que os possa levar à fronteira entre a Tailândia e a Birmânia ( Myanmar ), Rambo percebe que mais uma vez irá ter que entrar em combate, pois ao deixá-los na margem birmanesa, eles são capturados e enfrentam a morte certa.

Depois de um improvável sucesso de Rocky Balboa, Stallone regressa com a quarta parte de Rambo, mais uma das suas personagens marcantes. E que regresso! Fez-me lembrar os tão longíquos anos 80, onde os filmes não eram cortados e censurados por excesso de gore. A violência deste filme é um marco, e é o que torna único em relação aos filmes de hoje. Stallone tem aqui uma visão simplicista e eficaz, nua e crua. Mas que não pensem que este objectivo seja para mostrar aos fãs que ele ainda pode participar num filme de acção. O facto é que existe algo de mais importante que Stallone quer demonstrar: a realidade da guerra e o porquê da sua personagem ser como é e odiar-se a si própria porque a única coisa que sabe fazer bem é matar. Outro facto é o conflito em Myanmar que passa despercebido por muitos e que já existe há 60 anos! Stallone tenta fazer com que espectador perceba realmente o que se está a passar, e que melhor maneira que mostrar as coisas como elas realmente são. Aqui não existe violência gratuita, existe violência com uma razão de ser: consciencializar as pessoas dos efeitos que uma guerra pode provocar. E ao fazer isto cria uma base de sustentação na sua personagem, dando-lhe outra perspectiva para que o espectador perceba porque é que John James Rambo é como é. Deixo-vos no entanto aqui, o que o criador desta mítica personagem pensa sobre este filme.

Já li várias criticas onde tentam comparar este Rambo com Rocky Balboa, em como este não consegue ser o que Rocky Balboa foi. Sinceramente, não consigo perceber esta comparação. São filmes completamente diferentes, personagens em situações diferentes. Rocky Balboa reformou-se e tenta lidar com isso na sua própria maneira, Rambo tenta enfrentar os seus demónios afastando-se do mundo. São géneros de filmes diferentes, com características únicas. Dizem que não houve desenvolvimento de personagem, que mais queriam de Rambo que antes não tenha sido referido? Aqui a interpretação de Stallone faz a diferença e cria a aura certa à volta de Rambo. Uma figura completamente só, não quer saber de nada, mas que acima de tudo tem o coração no sítio certo e a sua consciência não o permite ver o mal sair impune. Aqui o flashback que aparece no filme relembrando os três anteriores( onde aparece o já falecido Richard Crenna ) e o seu monólogo quando está a forjar a sua catana,  têm um papel importante nesse desenvolvimento. Rambo ainda continua a enfrentar tudo o que por antes passou.

Foi para mim uma alegria reviver a famosa música de Rambo. Jerry Goldsmith, que infelizmente já falecera e que tinha orquestrado os temas para os outros três filmes, foi substituído por Brian Tyler, que aqui fez um óptimo trabalho, relembrando as famosas músicas dos seus antecessores.

Talvez em John Rambo, o que falha seja realmente o seu argumento, onde podia abordar mais a situação em Myanmar e algumas das personagens que mereciam de certeza mais tempo de antena.

Por mais que queira voltar a ver outro filme de John Rambo, o final deste filme dita tudo. O circulo está completo. Stallone encerra duas das suas personagens mais marcantes com classe.

 

'Live for nothing... Or die for something...'

Published by Dreamweaver às 21:50
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